Caralho estou começando a ficar seriamente irritada. Quem é que disse que viver a vida intensamente é ficar bebendo e fumando o tempo inteiro? Convenhamos que não acho chato ficar chapada, nem bêbada e muito menos dispenso um cigarro. Mas viver a vida não significa isso. Tudo bem, tudo bem, fazer essas coisas prejudica a saúde e blábláblá (sem moralismos por favor, estou cansada), mas no fim a gente morre não é mesmo? É. Então é por aí… vamos ficar loucas quando der vontade, quando tiver forma, porque realmente gostamos e não porque isso é sinônimo de viver a vida.
Exatamente porque no fim a gente morre, temos pouco tempo para fazer as pessoas que amamos felizes, pouco tempo para conhecermos os lugares, pouco tempo pra experimentarmos, pouco tempo para questionarmos, pouco tempo para nos tornar inesquecíveis.
Então além de aproveitar a vida com drogas, sexo e rock n’roll (e sim, esses três itens são fundamentais). Viagem, ria (e se lembre das coisas, tenha os motivos pra rir. Não ria só porque fumou um), cante, leia livros, aprenda a tocar algum instrumento, tire muitas fotos, tome chuva, estude (se muito for insuportável, estude pelo menos o suficiente para lhe dar uma boa profissão e você se sustentar quando for adulto), escreva, fique doente (porque tomou sorvete no frio), cuide de quem te quer bem, invente objetos ou utilidades diferentes para eles. Não transforme ficar alta na prioridade, objetivo e razão da sua vida. Transforme isso ser como seu “recreio” da vida, porque se tivéssemos recreio na escola o tempo inteiro… ele não seria assim tão desejado. Transforme suas amizades e amores em verdadeiros. Doe-se. Aceite. Seja simpática. Cative as pessoas que estão ao seu redor. Dizer “fuck off” para tudo não é a saída, no fim que se fode é você mesmo. Importe-se com seus pais, importe-se (um pouquinho só) com a sua imagem.
Isso sim é viver.
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Por: Olivia Saraiva
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